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desenvolveram um hipocampo
artificial para testar se o sistema poderia funcionar. O
experimento levou quase 10 anos.
Primeiramente, eles desenharam
um modelo matemático de como o hipocampo funciona em todas as
condições.
Depois, construíram o modelo
em um microprocessador de silício e iniciaram experiências
para fazê-lo interagir com o cérebro nos estudos de laboratório.
"Ninguém entende como o
hipocampo codifica a informação e a equipe de pesquisadores
simplesmente se limitou a copiar esse comportamento",
disse a revista.
Se os testes iniciais com
tecido cerebral forem bem sucedidos, Berger e seus colegas
planejam começar outros experimentos com ratos vivos no prazo
de seis meses e, depois, com macacos.
"Se você perder o
hipocampo, você apenas perde a capacidade de armazenar novas
lembranças", disse Berger à revista.
Berger ressalvou que a prova
definitiva do êxito da experiência só ocorrerá mesmo
quando o microprocessador, que se colocará fora do crânio,
ajudar uma pessoa com danos no hipocampo a recuperar sua
capacidade de armazenar lembranças.
A revista advertiu que o
microprocessador afetaria a memória e o temperamento, que são
fundamentais para a identidade de um indivíduo, e assim haverá
aspectos éticos relacionados com sua utilização.
(Com informações da Reuters)
- 13 de março, 2003 |